Um artigo muito interessante na Al Jazeera discute como está se tornando impossível criar e manter bibliotecas com obras eletrônicas. O que acontece é que antes, na era do livro, governos, universidades e outras instituições compravam livros das editoras e os colocavam em prédios onde eram catalogados e ficavam à disposição da população, que podia visitar a biblioteca, ler ali, pegar os livros emprestados, levar para casa, e se informar; hoje isso pode ser bem diferente. Podem ser criados grandes repositórios digitais de livros, organizados e catalogados, onde é possível ter além de obras no mercado, obras fora de circulação, de circulação reduzida e outras.
Ocorre que as exigências vez mais restritivas e sem padrão único das editoras e os processos por quebra de direitos autorais estão inviabilizando estas iniciativas, de certa forma destruindo uma jurisprudência que havia há séculos para as bibliotecas de livros de papel.
O fechamento da library.nu com entre 400.000 e 1 milhão de títulos é um exemplo desse problema, e exige que os governos criem legislação adequada para bibliotecas, se desejamos que elas ainda existam e que pessoas que não podem pagar por livros tenham acesso a eles. Uma questão interessante, pois justamente quando a tecnologia permite a criação de imensas bibliotecas, o sistema jurídico atual impede seu pleno funcionamento, através de inúmeras travas.
Abaixo o texto (em inglês)
The disappearing virtual library – Opinion – Al Jazeera English.