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a Nuvem de Livros

Já cansamos de falar aqui da tendência contemporânea do negócio de edição, locação, exibição e congêneres. Estamos entrando na era do panótico, as pessoas conectadas na grande rede e tudo disponível on line, na nuvem. Então não serão as cópias que farão a diferença, mas as bibliotecas, organizadas, com arquivos bem cuidados e produzidos com zelo, e preços baratos para aqueles que desejam acessar aquele conteúdo, seja livro, filme, música, jogo e tantas outras coisas que ainda vão surgir.

Na área do cinema já temos o Netflix, o Netmovies, agora, a Vivo lança uma super biblioteca, você cadastra-se usando seu número telefônico, paga 99 centavos por semana e acessa milhares de conteúdos de alta qualidade para ler, ver, ouvir, no computador. Os assinantes podem fazer anotações, recebem dicas por sms , o sistema vai conhecendo seus gostos e sugere obras correlatas… As editoras, gravadoras, estúdios, autores, ganham um percentual dessa assinatura, em função do volume de conteúdo que disponibilizam e dos acessos dos usuários a eles.

O mundo está mudando. Conheça a Nuvem de Livros

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servidores em órbita…

…ou quase isso. É uma das idéias que vem sendo avaliadas pelo pessoal do The Pirate Bay para fugir de restrições legais. Com servidores fora dos limites territoriais de quaisquer países, nenhuma lei se aplicaria a eles. Essa é só mais uma proposta entre muitas que já surgiram para, segundo os mantenedores do site, garantir que o conteúdo não seja censurado. A notícia vem do próprio blog do TPB:

http://thepiratebay.se/blog/210

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o fim da enciclopédia Britannica impressa

Um marco! Depois de 250 anos a enciclopédia Britannica anunciou o fim de sua versão impressa. A edição de 2010, a última a ser produzida, teve uma saída de apenas 8000 exemplares. O foco da produção agora é a versão online, que já vinha bem mais incrementada que a impressa com seus conteúdos multimídia. Para os saudosistas, ainda há tempo de comprar a última revisão em papel:

http://store.britannica.com/products/ecm001en0

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Ecad: game over, foi um erro operacional

Veja aí em texto de O Globo:

http://oglobo.globo.com/cultura/ecad-admite-erro-operacional-na-cobranca-de-blogs-4283775

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as três leis dos dados abertos

Governo brasileiro tenta cumprir as três leis dos dados abertos, para manter sua promessa de transparência.

http://blogs.estadao.com.br/publicos/governo-federal-se-inspira-nas-tres-leis-dos-dados-abertos/

As leis, escritas pelo canadense David Eaves, ativista pela transparência pública, são as seguintes:

1. Se o dado não pode ser encontrado na web e indexado, ele não existe.
2. Se não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquina, ele não pode ser utilizado.
3. Se qualquer dispositivo legal não permitir sua reutilização, ele não é útil.

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Ecad x Google round 2

Google reage e diz que acamar (embed) conteúdos não é a mesma coisa que retransmissão. Se o balão de ensaio do Ecad vinga a internet se inviabiliza. Vamos acompanhando essa briga:

Ecad não pode cobrar de blogs que usam vídeo do Youtube, diz Google

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melhores narrativas em games

Esse é o objetivo de muitos designers, em especial de David Cage, uma das mentes por trás da Quantic Dream, estúdio responsável por alguns dos melhores enredos já vistos em games. Em entrevista feita na GDC, David comenta sobre seu demo “Kara”, que avança muito a simulação de expressões humanas em personagens digitais, o que ele considera essencial para o enriquecimento das narrativas. Os números impressionam: foram usadas 65 câmeras para a captação de movimentos de uma atriz, que usava ao todo 180 sensores presos ao corpo, 90 só na face. Parte do resultado e a entrevista estão neste vídeo (em inglês):

Para quem quiser saber mais, um pouco de outros dois jogos da Quantic Dream que já deram o que falar: Indigo Prophecy e Heavy Rain.

http://www.youtube.com/watch?v=JKPPdgBK3r8

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Ecad começa a cobrar de blogs…

… que postam vídeos do Youtube com músicas. A briga promete ficar feia.

http://oglobo.globo.com/cultura/ecad-cobra-taxa-mensal-de-blogs-que-utilizam-videos-do-youtube-4233380

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Facebook: aqui você é trabalhador e mercadoria

Até parece que a gente pega no pé do face. Não é isso, suas virtudes e a importância do ‘social’ nas redes e circulação da informação hoje em dia não podem ser desconsideradas. Mas procuramos sempre acompanhar os pensadores que discutem suas características e as transformações que o capitalismo na era digital estão trazendo a muitos conceitos.

Um artigo na Al Jazeera comenta o recente lançamento de ações do face que devem precificar o valor da empresa em algo em torno de 100 bilhões de dólares. Pensando que a Microsoft com todos seus produtos valia isso, que outras empresas que cuidam de ‘redes sociais’ valem bem menos, e até quebraram, e que seu software depende de poucas pessoas, não tem nada de mais, é bem rudimentar, fica uma pergunta, o que faz o face valer tanto?

Seu valor está na montanha de pessoas que faz parte da sua rede. São seus usuários. E podemos pensar então, usando conceitos de análise econômica, que somos a mercadoria, pois são as informações sobre nossa vida, gostos e rede de amigos é que são vendidas ao mercado publicitário e empresas para configurar a receita da empresa. Podemos ir ainda mais longe, como propõe o autor do artigo e dizer que ao dar o valor à empresa somos também sua força de trabalho.

Enfim formulações que também podemos fazer, quando por exemplo trabalhamos para os bancos, usando seus sistemas de informática, substituindo os funcionários que antes faziam isso. Gosto de brincar com uma máxima que inventei para medir a eficiência de empresas neste capitalismo digital: ‘o ideal é fazer com que nossos clientes trabalhem para nós e ainda por cima paguem por isso’. Por enquanto trabalhamos de graça pro face, mas breve poderemos pagar um pouquinho por isso… para ajudar com as receitas publicitárias.

Abaixo o artigo (em inglês)

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/02/20122277438762233.html

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código é poesia?

Um assunto recorrente aqui são confabulações sobre a frase ‘o código é poesia’ (code is poetry), uma brincadeira que levamos a sério, e que surgiu a partir de um insight sobre estes dizeres que os desenvolvedores do Word Press difundem em seu site.

A nossa visão é a de que com os apps (softwares) – envelopando obras multimídia, inclusive livros e obras audiovisuais – podem gerar interações e navegações jamais sonhadas antes, transformando até nosso conceito do que seja uma obra. Temos um novo paradigma, e podemos afirmar que no mundo digital o software entranha-se na essência das obras, serve de urdidura e modifica substancialmente a sintaxe das mídias embutidas. Tudo isso gera uma transformação na experiência de ‘leitura’ e ‘escrita’ delas.

Nesse mundo, a importância do software não pode mais ser desconectada da obra em si. Como gostamos de dizer, as obras de imaginação digital são softwares que contém mídia e não mídia distribuída como software. E estamos no limiar de experimentar as particularidades de sua poiesis inclusive na arte da programação.

Os puristas, que acreditam apenas na poesia ‘strictu sensu’ vão considerar hereges estas colocações, mas se pensamos na poesia de forma mais ampla, com suas características presentes em outros meios e locais que não o texto, elas se tornam possíveis.

Outras leituras para ‘o código é poesia’ também são feitas e não invalidam as que colocamos aqui. Uma delas parte do princípio que a programação é feita através de linguagens e sua escrita pode ser mais ou menos ‘poética’ também. A forma como são programadas as ações, a concisão, a presença do ‘autor’ em suas linhas, nos comentários para outros programadores, geram códigos que são percebidos como mais poéticos que outros.

Esse é o sentido de um concurso promovido na web, que vai publicar um livro e disponibilizar na Wired UK os melhores códigos poéticos. Vale a pena conhecer o projeto. E se você é programador, essa é uma oportunidade de participar. Você pode estar numa antologia de code-poems. Veja a proposta abaixo (em inglês)

http://www.wired.com/underwire/2012/02/code-poems/